fonte:http://g1.globo.com/economia/inflacao-causas/platb
Um espaço dedicado para os temas ligados a Ciência Econômica. Elucidação de fenômenos macroeconômicos, textos sobre economia política, entre outros assuntos pertinentes a Economia. SEJAM BEM-VINDOS!!!
segunda-feira, 13 de junho de 2016
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Elevação da taxa de juros e seus efeitos colaterais
O Banco Central através do seu comitê de política monetária
(COPOM) surpreendeu aos analistas de mercado com a decisão de elevar a taxa
básica de juros em 0,25% , além de ter sido a primeira elevação desde o mês de
abril desse ano, o acumulado de 11,25% já é a maior taxa de juros desde o fim
de 2011.
Usado como o principal instrumento de politica monetária para
diminuir o dinheiro em circulação e inibir a expansão do crédito, reduzindo a
demanda via consumo, uma vez que boa parte do consumo nacional é realizada
através de financiamentos, a elevação da taxa de juros provoca um encarecimento
do crédito, desestimulando assim, o consumo por parte das pessoas.
No entanto, assim como um remédio que busca curar ou atenuar
determina doença, a elevação da taxa de juros tem seus efeitos colaterais, que
podem implicar em danos muito maiores à economia do que a inflação em si.
Dentre os efeitos
colaterais podemos listar:
1. 1. Redução dos investimentos privados
2. 2. Aumento da divida publica interna
3. 3. Especulação financeira internacional
1. 1. A redução dos investimentos privados é de longe,
o mais indesejável efeito colateral, dado ao cenário de recessão da economia
brasileira. Juros altos comprometem a taxa de retorno de investimentos por
parte dos empresários e consequentemente, provoca o engavetamento de projetos de ampliação da
capacidade produtiva, agravando ainda mais, o cenário recessivo atual da
economia.
2. 2. O Governo paga uma rentabilidade pelos títulos públicos
que vende no mercado para se auto financiar, tendo como referencia a taxa básica
SELIC, assim quando a taxa sobe, o custo
de rolagem da divida publica também sobe. Para se ter ideia, a divida atual
gira em torno de R$ 2 trilhões, cada aumento de 1% da taxa básica de juros
provoca um aumento espantoso de R$ 20 bilhões – sim isso que dizer que esse
aumento de 0,25% implica num aumento de R$ 2,5 bilhões na dívida publica
brasileira.Isso significa que nos fim das contas
sobrará menos dinheiro para gastar em gastos sociais ou mesmo em investimentos,
agravando ainda mais o cenário recessivo.
3. 3. Juros altos em relação às taxas de outros países
estimulam a entrada de capital especulativo, que é aquele capital que procura
obter vantagens em curto prazo e em determinadas situações, que no fim das
contas não acrescenta em nada para o beneficio da economia.
Para além desses efeitos colaterais pesados,
é preciso notar que a inflação atual brasileira ( 6,75% acumulada) é uma inflação
resiliente, porque tem outras causas, tais como os gastos do governo e o cenário econômico
adverso.
Destarte, o aumento da taxa de juros não pode simplesmente
ser uma decisão automática em resposta as pressões inflacionárias haja vista, que os efeitos colaterais
são bem mais onerosos a economia do que a certeza da controle da inflação via
aumento da taxa de juros.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
A relevância do PIB (Produto Interno Bruto) nos debates eleitorais
Talvez você já tenha se perguntado por que os presidenciáveis nessas
eleições (2014) estão concentrando a maior parte do tempo disponível nas
questões de ordem econômica.
Claro, certamente você já leu nos jornais ou viu na televisão que nossa
economia passa por uma fase delicada com baixo crescimento econômico e inflação
acima do ideal, por isso os candidatos que almejam substituir a atual presidente,
dão preferência ao assunto.
Mas de fato, quais os “maus lençóis” em que a atual presidente, Dilma Roussef,
se encontra diante de um cenário de baixo crescimento do PIB ou PIBINHO, como
fora recentemente apelidado pelos adversários políticos.
Antes, é preciso entender que ao
assumir seu cargo, o (a) Presidente, assim como em qualquer outro cargo, seja numa
empresa ou mesmo no setor público, precisa atingir metas para atingir
resultados desejáveis e assim fazer valer sua escolha.
Dentre várias metas, uma delas é praticamente inerente ao cargo do
presidente da república, trata-se das metas MACROECONÔMICAS que diz respeito ao
cenário da macroeconomia.
De forma sucinta, podemos dizer que o termo Macroeconomia refere-se à
parte da economia que trabalha com os agregados econômicos que abrange a
economia como um todo. Assim, as decisões acerca, influenciam ou impactam diretamente
na economia do País.
As principais metas são:
- Alto nível de empregos
- Estabilidade dos preço
- Distribuição socialmente justa da renda
- Crescimento econômico (PIB)
Como observamos o crescimento econômico ou do PIB é uma dessas metas e
vale ressaltar, que as mesmas têm o mesmo grau de importância e estão
extremamente correlacionadas.
Sem querer adentrar nos conceitos e nas teorias econômicas para não
torna o texto cansativo, eu posso dizer que para o Governo promover uma
distribuição socialmente justa da renda através dos programas como a Bolsa Família,
ele ele precisa gerar receitas que provém do
recolhimento de impostos que, por sua vez,depende da produção de bens e
serviços que são variáveis pertinentes ao PIB.
Além disso, e ainda mais relevante, é que historicamente os gastos dos
Governos são crescentes e para estes serem cobertos ou compensados, a economia
precisa está continuamente em ascendência, caso contrário ,poderá incorrer numa
situação de déficit público, situação na qual o Governo têm suas despesas
maiores que as receitas.
Vale frisar, que numa situação deficitária, o
Governo terá que cortar gastos e as demais metas ficarão ainda mais longe de
serem alcançadas. Não esquecendo, ainda, que investimentos em áreas essenciais como
na Educação, Saúde entre dentre outras, podem ter seus orçamentos reduzidos,
comprometendo a qualidade de vida dos cidadãos que dependem dos serviços
públicos.
Destarte, o PIB é comumente
debatido entre os presidenciáveis, seja para criticar a atual presidente, ou
mesmo como âncora, quando em situação de crescimento considerável é usada para
reeleger presidentes, num exemplo da história recente, o ex-presidente LULA.
* PIB (Produto Interno Bruto) é a soma de todos os serviços
e bens produzidos num período (mês, semestre, ano) numa determinada região
(país, estado, cidade, continente). O PIB é expresso em valores monetários (no
caso do brasil em Reais). Ele é um importante indicador da atividade econômica
de uma região, representando o crescimento ecônomico. Vale dizer que no cálculo
do PIB não são considerados os insumos de produção (matérias-primas,
mão-de-obra, impostos e energia).
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Balança comercial brasileira x taxa de câmbio: conjuntura atual
Um colega me questionou acerca da relação teórica inversa entre
a Balança Comercial (registro das Exportações e Importações) e a taxa de câmbio
(preço da moeda nacional em relação à moeda estrangeira.) na nossa atual
conjutura econômica.
Embora o dólar esteja em alta,
estamos com saldo negativo na Balaça Comercial, ou seja, as importações estão superando
as exportações mesmo com os sucesivos aumentos do preço da moeda americana.
Em tese, quanto maior for
a queda na taxa de câmbio (moeda nacional se desvalorizando em relação ao
dólar norte-americano,) menor deveriam ser as importações, e vice e versa,uma
vez que os preços dos produtos importados tornam-se mais caros no exterior,
isso acaba causando um imbróglio envolvendo a teoria de que o dólar mais caro
reduz a demanda por produtos importados e seviços.
No entanto, essa é uma relação, dada a algumas circusntâncias,
difícil de prever ou mensurar, já que existem outras variáveis ou fatos que
impactam nessa relação, fazendo-a destoar da teoria, como exemplo, a fuga ou
retirada de dólares da nossa economia por parte de investidores ou especuladores
que estão retornando seus dólares para economia americana, uma vez que os recentes
resultados divulgados sobre PIB e Emprego dos EUA apontam para uma melhora
acima do esperado.
Dessa forma, a demanda por dólares dentro do Brasil aumenta num
curto prazo e em grandes volumes, mas outras variáveis pertinentes as importações não variam ou se ajustam na mesma velocidade da
saída do dólares da nossa economia, como exemplo contratos de serviços ou mesmo
viagens já agendadas para o exterior, onde mesmo que ocorra o aumento no preço
do dólar não é possível ou pelo menos há uma grau maior de dificuldade para
cancelar e assim uma pressão na demanda por
dólares sendo constante e com a oferta limitada tem como resultado uma desvalorização da nossa
moeda.
Alé disso, é muito importante ressaltar que a estrutura da nossa
balança comercial no que diz respeito aos produtos e serviços que são vendidos
( de menor valor agregado) e os que são importados(maior valor agregado),corrobaram
muito para que tenhamos um descopasso que tende a desvalorizar a taxa de
câmbio.
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