quinta-feira, 30 de abril de 2020

Impactos no PIB do Brasil durante a pandemia



A Variação da atividade econômica de um País é determinada pela comparação do PIB em relação a períodos anteriores. O PIB é calculado trimestralmente até o fechamento do período de 1 ano. China e EUA divulgaram quedas no trimestre de (-6,8%) e (-4,8%) respectivamente.

Respectivas quedas se devem ao impacto do isolamento social imposto afim de conter a disseminação do COVID-19 .No Brasil, teremos a divulgação do PIB trimestral no último de dia de maio.
 Dada a complexidade do cálculo que leva em conta a soma de todos os produtos e serviços finais no período determinado, é difícil de se obter uma estimativa com exatidão.

 Há duas formas de chegar ao valor do PIB, uma pela observância dos grandes setores de atividade econômica : Agropecuária;Indústria e Serviços e os impostos líquidos sobre os produtos, que compõe o que se chama ótica da oferta.

Como pela ótica das despesas: Consumo das famílias e da administração pública, Formação Bruta do Capital Fixo , Variação de Estoque e Saldo das Exportações - Importações.Pelas duas maneiras se chega a um mesmo valor.

O impacto da pandemia nesse primeiro trimestre deverá levar em conta que o setor de SERVIÇOS e INDUSTRIA (setores mais afetados) representam cerca de 80% da nossa economia.

Não obstante, é preciso ainda ponderar as atividades classificadas essenciais dentro desses setores que não foram interrompidas (indústria e comércio de fármacos, produtos alimentícios.) e em seguida delimitar o tempo do decreto de restrição durante o trimestre em questão, que no nosso caso fora de aproximadamente 15 dias no mês de março.

Destarte, podemos ter uma certa rastreabilidade das atividades afetadas e estimar o impacto na Economia fazendo as comparações com os trimestres anteriores ao impacto do decreto. Como de praxe  a comparação é feita com o trimestre anterior, nesse caso o 4º tri de 2019, e com o igual período do ano anterior (1º tri de 2019). Tendo como valores respectivos R$ 1,714 (1ºT) e R$ 1,843 trilhões.(4ºT).

 Importante ressaltar o uso do deflator do PIB nas comparações, que é um índice usado para excluir o peso da variação do preços  dos bens e serviços durante o período de comparação, já que o crescimento de um período para ou outro pode ter sido provocado por aumento de preços ou diminuição dos preços dos produtos comercializados numa economia.

Diante de tudo que foi exposto até aqui, acredito que tenhamos um impacto considerável na nossa economia, sendo este na ordem de aproximadamente de 2,5% a 3,0% para o primeiro trimestre e de até 10% para o segundo trimestre (ABRIL-MAIO-JUNHO) este último sendo o período mais afetado.

Quanto a retomada – para não dizer que  venho aqui apenas jogar mais notícias ruins- deverá ocorrer  em meados do 3º trimestre, isso claro, dependerá muito  das circunstâncias políticas e das políticas econômicas de Paulo Guedes.


OBS: Ilustração retirada da web. Fonte desconhecida.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Reflexão sobre o momento atual

A crise econômica indiferente à sua origem e causa, sempre leva os economistas a pensarem em medidas tempestivas para levarem aos Governos. Como os cientistas da área de saúde - não há uma analogia melhor que essa - que diante de uma epidemia, correm para descobrir uma cura ou vacina para salvar a humanidade.
Não querendo equiparar a relevância destas profissões, até porque o objetivo direto dos economistas, não são as vidas, mas a atividade econômica, é importante que alguma medida minimamente razoável venha à ser anunciada ainda no curso do decreto do isolamento. Destarte, isso poderia minimizar o horizonte de tempo (o quanto vai durar os efeitos da pandemia na economia) nas expectativas dos agentes econômicos, que por ora é bastante pessimista.
A crise atual tem origem no decreto do fechamento das atividades não essenciais, isso já é de conhecimento por grande parte das pessoas. Decisão extrema e de grande ônus, porém a única possível. Mas, ainda há resistência insensata por parte dos economistas que voga no espirito capitalista liberal. Medidas convencionais como as apresentadas até agora, ainda que de boa fé, não funcionam em tempos '' não convencionais" como bem explicou o brilhante Prof. L.G.Belluzo em uma live que assistir agora pouco.
É necessário que o Banco Central assuma o papel dos bancos no que diz respeito ao crédito como fonte de socorro as pequenas empresas. Liberar os compulsórios para capitalizar os bancos, só funciona em tempos de normalidade, no momento atual não há como prever o futuro, o elevado risco de não pagamento dos empréstimos faz com que os bancos dificultem o acesso ao crédito que poderia ajudar as empresas.
Também não é o momento de pensar no uso das reservas cambiais, visto que uma decisão desta amplitude levaria a perigosa desvalorização da nossa moeda perante o dólar, trazendo a inflação a patamares que agravaria ainda mais nossa recuperação econômica no futuro.
Pensar numa solução nesse cenário, é como a metáfora de trocar um pneu com o carro em movimento, uma tarefa muito complicada. Até porque os economistas sequer, até o momento não têm como avaliar os danos reais à economia.
O que é de conhecimento dos economistas é que o decreto de fechamento das empresas, não essenciais, provocou uma espécie de curto circuito no sistema monetário, assim o dinheiro parou de fazer seu caminho “natural” de circular na economia. As empresas deixaram de faturar, as pessoas empregadas deixaram de receber e o crédito se tornou inacessível para atenuar os estragos provocados por esse curto circuito.
Contudo, o que se poderia ser apresentado até agora, como medida minimamente razoável, não foi sequer cogitado pela equipe econômica do Governo: a atuação direta do banco central como provedor do dinheiro necessário à economia, seja emprestando dinheiro direto para as empresas; comprando seus ativos ou mesmo imprimindo dinheiro como sugeriu o Mereiles. Por ora, a única medida sensata anunciada é que vem da OMS e do Ministério da Saúde. SIGAMOS EM CASA !!!

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Crise Econômica: uma sucinta reflexão entre Say e Keynes



          Jean Baptiste Say, um conhecido teórico francês da economia do séx XIX, defendia que a oferta criava sua própria demanda (procura), pensamento que ficou conhecido como a "lei de say". Segundo Say, a produção (oferta) gera empregos, que por sua vez, gera renda para o consumo (demanda), assim, a economia tenderia sempre ao equilíbrio não havendo possibilidade de superprodução ou escassez de demanda.

         Por muito tempo, Say e a corrente do pensamento liberal na qual se insere, defendiam a não intervenção do Governo na economia, cabendo apenas a este, a regulamentação e fiscalização.

         O cerne do pensamento liberal é de que os agentes econômicos privados, movidos por uma "mão invisível, “-expressão criada por Adam Smith que apontava o auto interesse como fator principal para o pleno e ótimo funcionamento da economia. - Seriam suficientes para impedir qualquer desequilíbrio de longo prazo e ainda que houvesse alguns desequilíbrios, num curto prazo, automaticamente seriam corrigidos pelas forças do livre mercado.

    Ainda, que haja outras interpretações controversas acerca desse pensamento de Say e do Liberalismo, o fato é que após a Grande Depressão de 1929, a maior crise econômica dos EUA, que culminou numa superprodução; essa já não seria mais uma teoria irrefutável e o pensamento liberal, predominante à época, foram definitivamente expurgados, sendo deixados de lado por um longo período, já que não explicavam o porquê das crises e muito menos as solucionavam.

      Surge, então, concomitante à crise, um outro e grande pensador teórico da Economia Política: John Maynard Keynes, britânico, nascido no séc XIX e que passa a ter imenso destaque nas políticas econômicas de vários países durante boa parte do séc XX. Todo seu trabalho é voltado para o entendimento e critica das correntes de pensamento que até então predominavam, com destaque para o liberalismo econômico.

     Para Keynes, existe uma diferenciação entre demanda potencial e a demanda efetiva (que não foi levado em conta por Say), sendo esta última que de fato tem impacto na atividade econômica e na produção (oferta). Além disso, pontua outro papel da moeda -até então, não ponderada pela teoria de Say - quando a moeda passa a ter outras funções para além da referência da unidade de valor e de troca.

   A moeda pode ser também usada como reserva de valor afim de obtenção de rendimentos ocasionando entesouramento em troca de uma taxa de juros, observou Keynes, não se destinando estritamente para financiar a produção ou consumo como o previsto na lei de Say.

      Keynes ganha notoriedade e se torna polêmico quando defendeu que o Governo deveria, de forma pontual, intervir afim de encerrar o ciclo depressivo da economia, somente desta maneira uma economia conseguiria sair de uma crise econômica. A grande polêmica do seu pensamento era que ação incorria em aumento de gastos por parte do Governo, justamente quando não se deveria gastar.

      Não era razoável imaginar um Governo aumentando seus gastos tendo sua arrecadação tributária comprometida e consequentemente sua receita, tendo em vista a queda da atividade econômica. A solução viria da impressão de moeda e aumento de déficit orçamentário, de início, essa ideia pareceu absurda, já que impressão de moeda e aumento de déficits ocasionam pressão inflacionária.

    No entanto, em períodos de crise não há pressão sobre os preços pois o consumo está drasticamente reduzido, assim poderia haver estímulos através da injeção de dinheiro na economia, seja através de construção de grandes obras públicas que geraria empregos, ou mesmo, com oferta maior de crédito paras os empresários que estavam à beira da falência.


      Dessa forma, o Governo do Roosevelt seguindo os conselhos de Keynes interviu na crise de 1929, adotando o Newdeal , que foi um grande programa de medidas econômicas e sociais , tirando assim o país de uma crise sem precedentes no capitalismo moderno.

    Desde então, Keynes passou a ser uma espécie de oráculo – pelo menos até década de 70 e voltando em 2008 mediante a crise do subprime nos EUA - para os formuladores de política econômica das grandes potências mundiais, o pensamento liberal já não correspondia a realidade ou muito menos servia de pano de fundo para formulação de políticas econômicas.


    Antes de morrer foi protagonista das principais discussões e debates da economia global, dentre eles, o Encontro de Bretton Woods em Julho de 1944, onde foi formulado um novo modelo relações econômicas internacionais e criado o FMI e o BIRD (Banco Internacional para o Desenvolvimento).

   Ainda, muito que embora sejam teóricos que acabaram sendo rivalizados entre aqueles que defendem o livre mercado com vistas para o lado da oferta, para com os que defendem o intervencionismo com vistas para o lado da demanda, tanto o pensamento de Jean Baptiste Say como o de Jonh Maynard Keynes, em dados momentos e circunstâncias foram e são, ainda, de grande valia para o progresso do pensamento econômicos e da economia política como todo.
 

REFERENCIAS

KEYNES, Jonh Maynard. Teoria Geral do emprego, do juro e da moeda.

SAY, Jean –Baptiste. Tratado de Economia Política

terça-feira, 12 de junho de 2018

RIGIDEZ NA REDUÇÃO DO PREÇO DO DIESEL SOB A LUZ DA TEORIA ECONÔMICA: uma pequena opinião



           Na faculdade de Economia se aprende que os preços são rígidos para baixo. A eficácia de uma política macroeconômica que enseja na redução pontual de preços de um determinado produto, serviço ou insumo dependerá das expectativas racionais dos agentes econômicos (Governos, empresas e famílias). Trata-se de uma hipótese onde as mudanças no comportamento dos agentes, baseiam-se numa percepção combinada das informações do presente com expectativas futuras do cenário econômico. 

        Destarte, a eficiência ou resultado de uma política/medida econômica do Governo para os demais agentes econômicos nem sempre são percebidos. Não é tão somente uma política de desoneração fiscal, por exemplo, com redução de imposto, que o preço em geral, de um determinado produto ou serviço irá refletir ao consumidor final. 

       Casos recentes como o fim da franquia das bagagens em 2017, onde se houve, inclusive, promessas de redução de passagens e, agora, ainda mais recente, a extinção de impostos federais sobre o Diesel corrobora e exemplifica muito bem essa teoria econômica.

         No caso em específico, a rigidez do preço do Diesel se dá pela percepção futura que o preço internacional e a desvalorização cambial persistirão a médio e longo prazos, e além da sinalização de não intervenção na política administrativa de Petrobrás. Então, até que não haja mudança mais relevante no cenário externo e interno, a tão sofrida batalha pela redução dos preços dos combustíveis vai se tornado em aumento de lucro para os empresários do setor.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Elevação da taxa de juros e seus efeitos colaterais


O Banco Central através do seu comitê de política monetária (COPOM) surpreendeu aos analistas de mercado com a decisão de elevar a taxa básica de juros em 0,25% , além de ter sido a primeira elevação desde o mês de abril desse ano, o acumulado de 11,25% já é a maior taxa de juros desde o fim de 2011.

Usado como o principal instrumento de politica monetária para diminuir o dinheiro em circulação e inibir a expansão do crédito, reduzindo a demanda via consumo, uma vez que boa parte do consumo nacional é realizada através de financiamentos, a elevação da taxa de juros provoca um encarecimento do crédito, desestimulando assim, o consumo por parte das pessoas.

No entanto, assim como um remédio que busca curar ou atenuar determina doença, a elevação da taxa de juros tem seus efeitos colaterais, que podem implicar em danos muito maiores à economia do que a inflação em si.

 Dentre os efeitos colaterais podemos listar:

1.      1.   Redução dos investimentos privados
2.      2.   Aumento da divida publica interna
3.      3. Especulação financeira internacional

1.   1.    A redução dos investimentos privados é de longe, o mais indesejável efeito colateral, dado ao cenário de recessão da economia brasileira. Juros altos comprometem a taxa de retorno de investimentos por parte dos empresários e consequentemente, provoca  o engavetamento de projetos de ampliação da capacidade produtiva, agravando ainda mais, o cenário recessivo atual da economia.

2.    2.   O Governo paga uma rentabilidade pelos títulos públicos que vende no mercado para se auto financiar, tendo como referencia a taxa básica SELIC, assim quando  a taxa sobe, o custo de rolagem da divida publica também sobe. Para se ter ideia, a divida atual gira em torno de R$ 2 trilhões, cada aumento de 1% da taxa básica de juros provoca um aumento espantoso de R$ 20 bilhões – sim isso que dizer que esse aumento de 0,25% implica num aumento de R$ 2,5 bilhões na dívida publica brasileira.Isso significa que nos fim das contas sobrará menos dinheiro para gastar em gastos sociais ou mesmo em investimentos, agravando ainda mais o cenário recessivo.

3.      3. Juros altos em relação às taxas de outros países estimulam a entrada de capital especulativo, que é aquele capital que procura obter vantagens em curto prazo e em determinadas situações, que no fim das contas não acrescenta em nada para o beneficio da economia.

Para além desses efeitos colaterais pesados, é preciso notar que a inflação atual brasileira ( 6,75% acumulada) é uma inflação resiliente, porque tem outras causas, tais como os gastos do governo e o cenário econômico adverso.


Destarte, o aumento da taxa de juros não pode simplesmente ser uma decisão automática em resposta as pressões inflacionárias  haja vista,  que os efeitos colaterais são bem mais onerosos a economia do que a certeza da controle da inflação via aumento da taxa de juros.


terça-feira, 2 de setembro de 2014

A relevância do PIB (Produto Interno Bruto) nos debates eleitorais









Talvez você já tenha se perguntado por que os presidenciáveis nessas eleições (2014) estão concentrando a maior parte do tempo disponível nas questões de ordem econômica.

 Claro, certamente você já leu nos jornais ou viu na televisão que nossa economia passa por uma fase delicada com baixo crescimento econômico e inflação acima do ideal, por isso os candidatos que almejam substituir a atual presidente, dão preferência ao assunto.

 Mas de fato, quais os “maus lençóis” em que a atual presidente, Dilma Roussef, se encontra diante de um cenário de baixo crescimento do PIB ou PIBINHO, como fora recentemente apelidado pelos adversários políticos.

 Antes, é preciso entender que ao assumir seu cargo, o (a) Presidente, assim como em qualquer outro cargo, seja numa empresa ou mesmo no setor público, precisa atingir metas para atingir resultados desejáveis e assim fazer valer sua escolha.

 Dentre várias metas, uma delas é praticamente inerente ao cargo do presidente da república, trata-se das metas MACROECONÔMICAS que diz respeito ao cenário da macroeconomia.

De forma sucinta, podemos dizer que o termo Macroeconomia refere-se à parte da economia que trabalha com os agregados econômicos que abrange a economia como um todo. Assim, as decisões acerca, influenciam ou impactam diretamente na economia do País.

As principais metas são:


  •   Alto nível de empregos
  •   Estabilidade dos preço
  •   Distribuição socialmente justa da renda
  •   Crescimento econômico (PIB)


 Como observamos o crescimento econômico ou do PIB é uma dessas metas e vale ressaltar, que as mesmas têm o mesmo grau de importância e estão extremamente correlacionadas.

Sem querer adentrar nos conceitos e nas teorias econômicas para não torna o texto cansativo, eu posso dizer que para o Governo promover uma distribuição socialmente justa da renda através dos programas como a Bolsa Família, ele ele precisa gerar receitas que provém do recolhimento de impostos que, por sua vez,depende da produção de bens e serviços que são variáveis pertinentes ao PIB.

Além disso, e ainda mais relevante, é que historicamente os gastos dos Governos são crescentes e para estes serem cobertos ou compensados, a economia precisa está continuamente em ascendência, caso contrário ,poderá incorrer numa situação de déficit público, situação na qual o Governo têm suas despesas maiores que as receitas.

 Vale frisar, que numa situação deficitária, o Governo terá que cortar gastos e as demais metas ficarão ainda mais longe de serem alcançadas. Não esquecendo, ainda, que investimentos em áreas essenciais como na Educação, Saúde entre dentre outras, podem ter seus orçamentos reduzidos, comprometendo a qualidade de vida dos cidadãos que dependem dos serviços públicos.

Destarte, o PIB é comumente debatido entre os presidenciáveis, seja para criticar a atual presidente, ou mesmo como âncora, quando em situação de crescimento considerável é usada para reeleger presidentes, num exemplo da história recente, o ex-presidente LULA.

* PIB (Produto Interno Bruto) é a soma de todos os serviços e bens produzidos num período (mês, semestre, ano) numa determinada região (país, estado, cidade, continente). O PIB é expresso em valores monetários (no caso do brasil em Reais). Ele é um importante indicador da atividade econômica de uma região, representando o crescimento ecônomico. Vale dizer que no cálculo do PIB não são considerados os insumos de produção (matérias-primas, mão-de-obra, impostos e energia).

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Balança comercial brasileira x taxa de câmbio: conjuntura atual




Um colega me questionou acerca da relação teórica inversa entre a Balança Comercial (registro das Exportações e Importações) e a taxa de câmbio (preço da moeda nacional em relação à moeda estrangeira.) na nossa atual conjutura econômica.

 Embora o dólar esteja em alta, estamos com saldo negativo na Balaça Comercial, ou seja, as importações estão superando as exportações mesmo com os sucesivos aumentos do preço da moeda americana.

 Em tese, quanto maior for a queda na taxa de câmbio (moeda nacional se desvalorizando em relação ao dólar norte-americano,) menor deveriam ser as importações, e vice e versa,uma vez que os preços dos produtos importados tornam-se mais caros no exterior, isso acaba causando um imbróglio envolvendo a teoria de que o dólar mais caro reduz a demanda por produtos importados e seviços.

No entanto, essa é uma relação, dada a algumas circusntâncias, difícil de prever ou mensurar, já que existem outras variáveis ou fatos que impactam nessa relação, fazendo-a destoar da teoria, como exemplo, a fuga ou retirada de dólares da nossa economia por parte de investidores ou especuladores que estão retornando seus dólares para economia americana, uma vez que os recentes resultados divulgados sobre PIB e Emprego dos EUA apontam para uma melhora acima do esperado.

Dessa forma, a demanda por dólares dentro do Brasil aumenta num curto prazo e em grandes volumes, mas outras variáveis pertinentes as importações  não  variam ou se ajustam na mesma velocidade da saída do dólares da nossa economia, como exemplo contratos de serviços ou mesmo viagens já agendadas para o exterior, onde mesmo que ocorra o aumento no preço do dólar não é possível ou pelo menos há uma grau maior de dificuldade para cancelar e assim uma pressão na demanda por  dólares sendo constante e com a oferta limitada  tem como resultado uma desvalorização da nossa moeda.

Alé disso, é muito importante ressaltar que a estrutura da nossa balança comercial no que diz respeito aos produtos e serviços que são vendidos ( de menor valor agregado) e os que são importados(maior valor agregado),corrobaram muito para que tenhamos um descopasso que tende a desvalorizar a taxa de câmbio.


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Variação do Dólar

        


        Apesar da ação de oferta de liquidez pelo BC tanto no mercado à vista quanto no mercado de derivativos  em relação as flutuações pertinentes ao Dólar, é importante lembrar que tais ações tem um efeito de curtíssimo prazo, haja vista, que os indicadores macroeconômicos dos EUA, tais como crescimento do PIB do segundo de semestre de 1,7% e recuperação de empregos são notícias animadores para investidores e especuladores retornarem suas divisas para as "fronteiras" americanas.
      Assim, apesar do Governo Brasileiro propiciar uma taxa de retorno maior que a dos EUA, muitos ainda optam pela Garantia do Governo EUA, então os mesmos retiram seus dólares do Brasil e voltam a apostar na Economia Americana, dessa forma, a oferta de dólares na Economia Brasileira recua, com a demanda inalterada ou com tendencias crescentes acabam por elevar sua cotação.
     Outro ponto macroeconômico muito importante são os seguidos déficits na balança comercial que até a segunda semana de agosto, acumula um déficit de US$ 4,39 bilhões, contra superávit de US$ 11,4 bilhões no mesmo período de 2012, de acordo com os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. 
    Os déficits na balança, de acordo com alguns especialistas que venho acompanhando, estão sendo ocasionados de forma relevante pelo PETRÓLEO, pois aumento da demanda interna pelo combustível, a queda das importações de petróleo pelos Estados Unidos e o recuo dos preços no mercado internacional acabam contribuindo  concomitantemente para que o Brasil esteja exportando menos e importando mais , assim menos dólares entrarem e mais dólares saem e consequentemente pressiona o valor do taxa de câmbio.                Destarte, é esperado que o caminho do dólar, pelo menos até o fim do ano, seja de alta, apesar de suas instabilidade. Portanto,para quem almeja fazer suas "apostas" façam para o caminho de alta. 
OBS: Essa minha análise baseia-se em informações macroeconômicas dentro do atual cenário econômico, como sou um simples graduado em Economia, não tenho acesso as informações dos "bastidores" do mercado monetário que podem ocasionar um considerável desvio padrão dessa minha simplória análise. Cotação do Dólar hoje, dia 21 de Agosto em 2,45.

domingo, 10 de março de 2013

Matemática aplicada na Economia: uso de “funções” para otimizar as receitas e o lucro de sua empresa.


 Embora tenhamos visto muita matemática no ensino fundamental e médio e feito diversas provas, sempre foi difícil assimilar o uso prático daquelas diversas fórmulas e números que nossos professores escreviam no “quadro negro” ou “lousa”, que era e continua sendo um ensino bastante abstrato nas nossas escolas.

Confesso que foi no curso de economia que consegui apreciar na forma prática a eficiência da matemática econômica para “o dia a dia” seja nas finanças pessoais ou empresariais. Uso de matrizes, regressões, funções polinomiais entre várias outras, alinhadas às teorias econômicas, são bastante eficientes quando queremos resultados que atendam o interesse financeiro de uma empresa.

Então compartilho com os leitores do blog um pouco desse aprendizado. Para aqueles que pretendem melhorar as receitas e o lucro da sua empresa ou empreendimento, venho exemplificar um modelo simples de FUNÇÕES para trabalhar na RECEITA, CUSTO e LUCRO do negócio.

Antes é preciso lembrar que se chama função polinomial do 1º grau, também conhecida como função afim, qualquer função na forma f(X)=a x+ b, onde  a e b são números reais dados e a é  diferente de 0 (zero).
Assim podemos transcrevê-las para o conceito de FUNÇÃO RECEITA, CUSTO E LUCRO da seguinte forma:

Função Receita : R(x)=P.x  onde P (preço do produto) e x (quantidade vendida)
A função receita é o faturamento da empresa que depende do número de vendas de determinado produto.
Ex: Com a venda de 3 produtos de valor unitário R$ 5,00 a função seria R= 3 . 5,00, com o total de R$ 15,00.

Função Custo:
A função custo está relacionada aos gastos efetuados pela empresa na produção ou aquisição de algum produto. Existem dois custos: sendo um fixo e outra variável. Apresenta-se uma função custo, usando a seguinte expressão: C(x) = Cf + C(x), onde Cf: custo fixo e C(x): custo variável.
Onde:

Custo Fixo é aquele que NÃO varia com quantidade produzida ou vendida. Ex: Aluguel e salário;

Custo Variável é aquele que é suscetível à variação quando a quantidade produzida varia. Ex: Insumos e comissão de vendas.

EX: Para vender ou produzir determinado produto meu custo de produção é dado por um custo fixo de R$ 30,00, que inclui despesas como salário, energia elétrica, água e impostos mais um custo variável de R$ 5,00 por peça produzida ou vendida, que seria os insumos a mais para produzir esse produto ou a comissão paga para o meu vendedor no caso do comércio.
Nesse caso a FUNÇÃO CUSTO seria representada da seguinte forma:

 C(x) = 30 + 5x .

Agora vamos para o interesse maior das empresas que é o LUCRO. Portanto, vejamos:

Função Lucro: determina o lucro de uma ou mais mercadorias. Ela é calculada através da diferença entre a função receita e a função custo, ou seja, LUCRO = RECEITA total – CUSTO total. De acordo com o número de quantidades vendidas, obtemos lucro real obtido.

LUCRO(X)= R(x)- C(x)

Então meus caros, dispondo de tais elucidações, vejamos na prática como um exemplo simples na prática para aferir a Receita, Custo e Lucro.

Exemplo 1
O custo de produção de determinado produto é dado por um custo fixo de R$ 30,00, que inclui despesas como salário, energia elétrica, água e impostos mais um custo variável de R$ 5,00 por peça produzida. Considerando a receita da mercadoria, isto é, o preço de venda seja de R$ 80,00, determine a função lucro dessa mercadoria, que calcula o lucro de acordo com o número de unidades vendidas.

Função Custo
C(x) = 30 + 5x

Função Receita
R(x) = 80x

Função Lucro
L(x) = R(x) − C(x)
L(x) = 80x − (30 + 5x)
L(x) = (80 x − 5x)-30
L(x) = 75x – 30

Vamos determinar o lucro obtido com a venda de 50 unidades dessa mercadoria:
L(x) = 75x – 30
L(50) = (75 x 50) – 30
L(50) = 3.720,00
O lucro obtido com a venda de 50 peças é equivalente a R$ 3.720,00.

Exemplo 2
Numa fábrica de armadores de rede há um custo fixo de R$ 2.000,00 mais um custo variável de R$ 2,00 por armador produzido. O preço de venda de cada armador é igual a R$ 18,00. Determine a função lucro e o número de armadores a serem vendidos para que o lucro seja igual a R$ 10. 000,00.
Função Custo
C(x) = 2. 000 + 2,00 x
Função Receita
R(x) = 18,00 x
Função Lucro
L(x) = R(x) – C(x)
L(x) = 18,00x – (2.000 + 2,00x)
L(x) = (18,00x – 2,00x) – 2. 000
L(x) = 16x – 2. 000
L(x) = 10. 000  para o lucro de R$ 10.000,00
16x – 2. 000 = 10. 000
16x = 10 000 + 2 000
16x = 12. 000
x = 12. 000 / 16
x = 750
 Então para Lucrar 10.000,00 é preciso vender 750 armadores de rede.

Bem amigos, esses exemplos são apenas alguns desdobramentos que podemos fazer, com a matemática aplicada na Economia de uma empresa, você pode fazer muitos outros, a fim de satisfazer suas metas, sejam elas, LUCRO, CUSTO ou a RECEITA. Espero que as elucidações sirvam como um bom começo para outros aprofundamentos para gerir as finanças de seu negócio.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Mais uma vez...


Tutorial da Economia I: o impacto da variação da taxa de câmbio na economia.

Para iniciar, irei explicar de forma sucinta, a interpretação de alguns termos que são pertinentes ao mercado cambial.

O principal termo utilizado é a taxa de câmbio, que significa a relação da moeda nacional com a moeda estrangeira, nesse caso, o dólar. É através da taxa de cambio que sabemos quanto precisaremos dispor de reais (R$) para se obter determinada quantidade dólares ($).

Nos jornais, normalmente, menciona-se que a taxa subiu ou caiu, isso às vezes causa certa confusão para algumas pessoas em relação a interpretação, pois quando a taxa cai, houve na verdade, uma apreciação ou valorização cambial, que significa que precisaremos de menos reais para se obter uma mesma quantidade de dólares. Assim, a expressão de queda da taxa, pode levar a falsa impressão de perda de força da moeda.

Por outro lado, quando a taxa sobe, temos uma depreciação ou desvalorização cambial, que significa que precisaremos de mais reais para se obter a mesma quantidade de dólares.

As forças que interagem nesse movimento de queda e alta dependem do regime de cambio adotado pelo país, no caso do Brasil, desde 1999, adotou-se o regime de cambio flutuante que vigora até hoje.

No regime flutuante, o cambio é determinado pelas forças da oferta e demanda da moeda no mercado, chamado mercado cambial. O Dólar ofertado é oriundo de investidores estrangeiros, exportação de bens e serviços, turistas e outros. Enquanto a demanda, provém de importadores, turistas brasileiros que vão ao exterior, empresas multinacionais que enviam lucros para os países de origem e outros.

Dessa forma, assim como um bem qualquer, se a demanda for maior que a oferta de dólares, tem-se uma pressão, o Real irá se desvalorizar, enquanto o dólar se valorizará, ocorrendo nesse caso uma depreciação cambial. Numa situação inversa, ocorre uma valorização ou apreciação do Real.

Além disso, há uma forte correlação da variação do dólar com os diversos indicadores macroeconômicos nacionais, por isso, em determinadas situações uma valorização cambial pode impactar positivamente ou negativamente no desempenho da economia.

Vale mencionar que uma moeda nacional forte favorece ao bem-estar da sociedade como um todo, pois os bens de luxo e de alta tecnologia, a maioria importados, ficam mais acessíveis, as viagens ao exterior mais em conta, alguns insumos importados como o trigo, para a produção de alimentos, reduz o preço de diversos outros, como pão carioquinha.

Entretanto, existem alguns problemas, ao longo prazo, que a apreciação cambial pode ocasionar para alguns setores da sociedade, por exemplo, os exportadores que recebem em moeda estrangeira, quando a Real se valoriza, há diminuição nos ganhos, assim muitos acabam desistindo ou falindo, podendo ocasionar um desaquecimento das exportações e ocasionando um déficit na balança comercial (exportações <>

Assim, quando ouvirem noticias sobre a alta ou baixa do dólar, saibam que sempre há um impacto no cenário econômico e que num cenário de longo prazo, poderá impactar no seu bolso.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Um absurdo!!!!!




        Eu acho que até uma pessoa do mundo do estilismo e moda é capaz de compreender que a Europa (quase totalidade) vem se arrastando numa crise sem "precedentes", os EUA tentando se reerguer, a China, por sua vez, teve o pior crescimento dos últimos 13 anos, (1999, foi quase 10%), enfim, quase todas as maiores economias em recessão ou quase, e os catedráticos de DAVOS vem dizer que os países do BRICS, dando ênfase no Brasil, perderam o Brilho? 

       Tudo bem que a relação comercial do BRASIL e com o mundo é irrisório, comparado ao PIB, ou seja ,nosso forte é mercado interno. No entanto, os Empresários e empreendedores em gerais, assim como investidores externos se deixam influenciar com as notícias nada favoráveis ao cenário econômico mundial - vejam que eles só investem com ajuda direta do governo, seja com incentivos fiscais ou com empréstimos a baixo custo e a perder de vista - dessa forma, ficam temerosos em investir contaminando, assim, todos os outros agentes econômicos, inclusive as famílias que passam a gastar menos e poupar mais e como consequências gera-se um desaquecimento interno da Economia.

   Mas se os catedráticos de DAVOS considerassem nossos indicadores econômicos internos ( inflação sob controle,reservas cambiais, taxa de desocupação) aproveitando, cito aqui alguns indicadores que o meu ex e brilhante Professor Francisco Aberto Oliveira escreveu no nosso Grupo de Economia no Face:

 “taxa de desocupação estimada em 4,9%, a menor para o mês de novembro desde o início da série (março de 2002) e a segunda menor de toda a série (a menor foi de 4,7% em dezembro de 2011); a população ocupada (23,5 milhões) estável em comparação a outubro e superior em 2,8% a novembro de 2011; o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) com variação de 0,69% em dezembro fechando ano em 5,78%, inferior ao do ano de 2011 (6,56%); e as Reservas Internacionais que no dia 24 de dezembro de 2012 estava em US$ 378.473 milhões.

    Então, eu pergunto será que esses “entendidos” de DAVOS levaram isso em consideração, ou fizeram uma análise pífia e abstrata consideração apenas o crescimento do PIB?
Ademais, citam o México como mais novo “queridinho” , agregando ainda, o que eles chamam de “velha guarda” : a Nigéria, Filipinas e Turquia. Agora eu pergunto, será que os catedráticos se deram o trabalho de analisar o crescimento desses países? Estão crescendo com solidez como nossa Economia? Ou a custa de endividamento, como é de praxe do México.
   O que posso concluir dessa matéria, considerando os sucessivos e grotescos ataques da Revista de Economist , além de declarações descabidas de outros líderes políticos com a nossa Economia ,em especial a equipe econômica do Governo, só pode ser conspiração, porque falta muitos fundamentos e coerência nessas noticias e ataques.

Eis aqui a matéria em questão: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1220841-para-davos-brasil-perde-o-brilho-e-brics-se-reduzem-ao-c-de-china.shtml

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

"Por que os Economistas erram?"

     




      
         Há pouco, deparei-me com uma indagação de um colega  no  facebook acerca da capa da revista Veja desta semana, que traz como assunto principal, os erros das previsões dos economistas e demais consultores da área.

         Venho então,postar minha resposta ao mesmo. Talvez contribua para outro colegas. 
Imagem retirada da internet.



        Não há muito de intrigante no que se refere a capa da Veja em relação aos comuns erros de previsões dos Economistas e seus agregados. Há muito, essa discussão está em pauta no meio acadêmico e profissional. 

        A questão é que há uma corrente da Ciência Econômica que acredita que seus modelos matemáticos com diversas variáveis econômicas são capazes - embora admitam uma margem de erro - de estimar precisos resultados pertinentes ao cenário econômico. A partir daí,  os resultados estimados são repassados aos tomadores de decisões, sejam eles, CEO,Ministro da Fazenda entres outros.

       Embora em casos mais específicos sejam eficientes, os modelos, acabam errando com mais freqüência, quando utilizados em uma análise mais MACRO. A explicação  se dá ao fato dos modelos serem baseados em "supostas " expectativas racionais, e a partir daí aplicam o método hipotético dedutivo usando a matemática. 

   Entretanto,sabemos bem que o comportamento da sociedade é algo bastante complexo e em algumas situações são efêmeros e isso corrobora bastante para erros.

  Contudo, existem Economistas que defendam outros métodos mais eficientes,como o celebre Nobel Paul Krugman, que contrário ao método hipotético-dedutivo,próprio de ciências metodológicas como a matemática, a estatística,-como fala no artigo- defende o método histórico ou empírico para previsões mais realistas, conforme ele bem elucida em seu artigo  "Como os economistas puderam erra tanto?(1)"

  No mais, assim como outras profissões, os Economistas são passivos de cometer erros ou equívocos,mesmo  assim, a Ciência Econômica é de grande valia para sociedade, tanto no que concerne na formulação de políticas públicas para o bem estar da sociedade como para interesses privados.

 (1)Disponível em:
 http://www.proppi.uff.br/revistaeconomica/sites/default/files/V.11_N.2_DOSSIER_2_Paul_Krugman_C.pdf

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Sobre o "Abismo Fiscal" dos EUA




Imagem retirada do site:http://www.ultimoinstante.com.br (mercados analisa situação da Grécia e abismo fiscal nos EUA).



Provavelmente vocês já devem ter ouvido nos noticiários ou jornais, o tal de "Abismo Fiscal" nos EUA, que de forma sucinta, significa um corte de gastos por parte do Governo concomitante a um aumento de impostos. Os valores são da ordem de cerca de US$665 bilhões, onde US$ 205 seria oriundo dos cortes de gastos, e os cerca de US$ 460,0 bilhões do aumento de impostos.

De forma detalhada os cortes de gastos seriam em: despesas militares (55 bilhões); ajudas aos desempregados (50 bilhões); incentivo aos investimentos (40 bilhões); despesas não obrigatórias (40 bilhões); pagamento aos médicos (20 bilhões).


Enquanto o aumento de impostos irá incidir em Renda e salários ( 435 bilhões) e taxa de sáude (medicare) (25 bilhões).

O montante total representaria cerca de 4% do PIB e poderá comprometer de forma relevante a frágil recuperação da economia americana que vem tentando se reeguer desde 2008.

Os defensores dos corte de gastos (Republicanos) entendem que esta é a única saída para deter a expansão do déficit público-outro problema de médio prazo- toda via, não podemos esquecer que as medidas de cortes de gastos na Europa não ver surtindo grandes efeitos e o momento para ter feito isso era nas "vacas gordas”, mas os gastos com a guerra eram mais importantes.

É preciso entender que equilíbrio fiscal deve ser concomitante a uma eficiente alocação de recursos públicos. Não adianta onerar os cidadãos e as empresas com aumento de impostos sobre salário e renda, e taxa de saúde se de um lado grande $cifras são queimadas na guerra. 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Ainda sobre o PIB.



O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (12), dados da pesquisa referente ao Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios*.  Os dados são referentes ao ano de 2010, ano que a economia teve um ótimo desempenho com um crescimento 7,5%.  A pesquisa abrangeu todos os 5.565 municípios existentes no país e tem como destaque a centralização da economia, onde 50% da riqueza gerada (PIB) está localizada em apenas 54 municípios, com destaque para São Paulo (11,8%) seguido de Rio de Janeiro (5,0%), Brasília (4,0%), Curitiba e Belo Horizizonte ambos (1,4%) e Manaus (1,3%). Vale destacar ainda, que cerca de 1.325 cidades produziram apenas (1,0% ) do total do PIB.

Dentro da análise do IBGE, muitos municípios, principalmente no Norte e Nordeste, dependem, ainda, muito da administração pública com mais de 1/3 de dependência, conforme os dados divulgados nesta quarta-feira.

Assim, pode-se observar que a economia brasileira continua muito centralizada no eixo do sudeste com cerca de (18,2 %) e que incetivos fiscais e que políticas públicas federais e regionais são de suma importância para uma melhor distribuição da produção do país.

Vale ressaltar, ainda, principalmente para aqueles que condenam os programas assistenciais do Governo, que os programas de seguridade social, empregos públicos e os programas de transferência de renda como o BOLSA FAMÍLIA, são de EXTREMA necessidade para a maioria dos municípios no Brasil, haja vista, que são economias são pouco dinâmicas e com alto grau de dependência do setor público, conforme dados citados anteriormente.

Entre outras palavras, se não fossem programas assistenciais ou o emprego público, muito municípios viveriam num profundo caos social e financeiro.